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Citizen developer: vantagens de se tornar um profissional da área

Citizen developer: vantagens de se tornar um profissional da área
Imagem: Léo Andrade

Contratar pessoas desenvolvedoras no Brasil é um grande desafio. Segundo dados da Brasscom, estima-se que o déficit de profissionais de tecnologia no país chegue a 240 mil até 2024. Nesse cenário, surge uma alternativa: o citizen developer ou, em português, desenvolvedor cidadão. No geral, é um trabalho alternativo, mas que vem impactando cada vez mais o setor da tecnologia e ganhando importância no mercado.

Pela definição da Gartner, consultoria em tecnologia de referência global, um citizen developer é “um empregado que cria capacidades de aplicação para o consumo próprio ou de outros, a partir de ferramentas que não são ativamente proibidas por unidades de TI ou business”. Ou seja, é a abordagem que permite que profissionais dos mais diversos setores criem ou modifiquem softwares, mesmo sem conhecimento em programação. Isso é possível a partir das tecnologias no-code e low-code.

O resultado dessa metodologia é a simplificação de processos e consequentemente maior eficiência dentro de um negócio ou departamento. Seja em qual segmento for, essas plataformas de desenvolvimento sem código e de baixo código deram às empresas mais flexibilidade para criarem suas próprias aplicações móveis para os utilizadores.

Com a reduzida dependência de programadores de software especializados, as organizações podem responder rapidamente às novas tendências comerciais e atender a demandas diretamente da ponta da cadeia, em que os indivíduos têm total expertise sobre o negócio em seus departamentos. Mas quais as vantagens de se tornar um citizen developer?

O primeiro ponto é que todo mundo pode ser um criador. Para iniciar programações nesse sistema não é necessário ter uma formação específica. Tudo o que o profissional precisa é de uma boa plataforma no-code, força de vontade e atenção às necessidades das pessoas e empresas.

A segunda vantagem é a rápida resposta para os problemas do cotidiano e a consequente alta de contratações. Com a escassez dos profissionais de TI e a resolução eficiente por parte de quem se torna cidadão desenvolvedor, o número de profissionais deve aumentar em pelo quatro vezes dentro das grandes empresas até 2023.

A terceira vantagem de entrar nessa onda: não é preciso abandonar sua carreira original. Não importa sua profissão, ser um citizen developer permite continuar atuando na área e criar soluções para o próprio segmento, o que ainda proporciona upgrade dentro do próprio setor de atuação.

Afinal, a carreira anda ao lado da digitalização da sociedade. A transformação digital é sobre agregar valor ao negócio, conectando empresas e seus produtos ou serviços a clientes. Essa é a essência de um citizen developer.

Léo AndradeAutor

Influenciador e especialista em tecnologia, Léo Andrade é uma das principais referências em low-code e no-code no Brasil. Com mais de 2 milhões de visualizações no YouTube, ele compartilha conteúdos, dicas, informações e conhecimento sobre programação para mais de 45 mil pessoas todos os meses. Formado em Ciências da Computação pela Universidade Santa Cecília e pós-graduado em Engenharia de Software, o profissional possui larga experiência como desenvolvedor. Ele atuou em projetos de grandes empresas como Vale, Itaú, HSBC, Santander e BTG Pactual. Além disso, liderou a equipe front-end em um projeto no Ministério de Saúde de Portugal em 2018. É idealizador dos projetos Baixada Nerd, que promove eventos em Escolas Técnicas e universidades na Baixada Santista para criar novas possibilidade no mercado empresarial, e o Clube Léo Andrade, escola virtual focada no ensino das primeiras plataformas low-code e no-code de mercado sem abrir mão dos princípios essenciais da programação.

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