Ao criar nosso perfil nas redes
sociais, pedimos e aceitamos convites para sermos amigos de outras pessoas e,
portanto, estamos sujeitos a receber mensagens que nem sempre são do nosso
interesse. É natural, pois isso ocorre também ocorre fora da internet, não é
mesmo?
Mas com a disseminação do uso das
redes sociais, principalmente do Facebook, o número de recados e mensagens
aleatórias, de empresas ou profissionais interessados em oferecer ou vender
alguma coisa, já começa a superar as relevantes (dos amigos ou de empresas em
que escolhi conscientemente seguir ou compartilhar).
Nas últimas semanas, recebi pelo
Facebook convites para shows de duplas sertanejas, baladas no Rio de Janeiro,
Curitiba e Belo Horizonte (sou de São Paulo e, por incrível que pareça, não
recebi nenhuma proposta da minha cidade), opiniões de participantes de um grupo
relacionado a um instituto de engenharia (sou jornalista), promoção de compra coletiva
e palestra motivacional. O negócio passou dos limites com o seguinte recado:
“independentemente da sua religião, você acredita em Deus? Dependendo da sua
resposta, vou dar prosseguimento à minha mensagem”, ou algo do gênero.
Para o pessoal que me enviou
essas mensagens gostaria de ressaltar que meu perfil no Facebook e nas outras
redes sociais não é penico!
O grande problema nesse caso é considerar
as redes sociais como um tipo de spam, em que o importante é conseguir o maior
número possível de seguidores ou “amigos” para divulgar propaganda e promoções.
Se essa tendência continuar (e, infelizmente, tudo indica que sim), o mesmo que
ocorreu com o e-mail marketing vai ocorrer também nas redes sociais. Com o
crescimento do spam, em breve devem surgir recursos para que as pessoas filtrem
esse tipo de mensagem, além de restringir ou até mesmo banir empresas que
adotem esse tipo de comportamento.
O pior talvez nem seja o
banimento em si, mas a imagem negativa que a empresa passará a ter nas redes
sociais. Da mesma forma como ocorre nos e-mails, mensagens não desejadas
provocam muito mais rejeição do que afinidade.
O Facebook e outras plataformas
oferecem um enorme potencial para promoção e publicidade, mas não da mesma
forma que a feita em outras mídias. Fazer marketing nas redes sociais requer
uma abordagem específica.
Cinco pontos essenciais em
relação a esse aspecto são:
- Entenda como as mídias sociais funcionam – Comunidades, blogs e
Twitter possuem uma dinâmica própria, que só são compreendidas quando se faz
parte delas. Portanto, antes de delegar a tarefa a terceiros, - Entenda como o seu público-alvo interage – Estude como seus
clientes, consumidores ou prospects participam das mídias sociais. Eles a
utilizam para conhecer a opinião de outras pessoas sobre o seu produto, para
reclamar ou elogiar? Estão interessados em assuntos profissionais ou pessoais?
O que os motivaria a fazer parte de uma rede social? - Defina a estratégia – As etapas acima são fundamentais para o
passo seguinte, definir a estratégia de atuação, que pode se dar em três níveis
principais: canais relacionamento (atendimento a reclamações, esclarecimento de
dúvidas, interação com clientes e consumidores), comunicação (divulgação de
lançamentos ou atualizações de produtos, informações práticas) ou campanhas de
fidelização (promoções exclusivas para quem participa ou segue em suas
comunidades, blogs ou Twitter). - Crie um diferencial – Só participar não é o bastante. É preciso
participar de forma diferenciada. Seja por meio de conteúdo exclusivo,
promoções especiais ou atendimento personalizado. É a melhor maneira de
conquistar atenção, fidelidade do público e, principalmente, fazer com que as
suas iniciativas sejam divulgadas pelos próprios participantes por meio do boca
a boca. - Acompanhe
as ações de outras empresas – Procure
acompanhar na mídia especializada em propaganda e marketing e nas próprias
redes sociais as ações bem-sucedidas das empresas. É uma forma fácil e prática
de aprender o que fazer e não fazer.








